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Sacolinhas estão fora de moda!

Ok... Até agora fiquei escutando o que todos tinham a dizer a respeito do uso de sacolas plásticas... Minha vez de argumentar!
Primeiro, utilizar insumos não renováveis para confecção de sacolas que inevitavelmente irão virar lixo, é absurdo! No Brasil em 2011 foram produzidas 13,2 bilhões de sacolas, sendo consumidos 41 milhões de sacolas plásticas somente neste país (MMA, 2011). Além disso, muitos recursos naturais são gastos e efluentes (líquidos e gasosos) são gerados para produzir uma sacolinha.
Muitas destas sacolas, ao irem para um aterro, podem criar bolsões de gás metano, o que torna o local perigoso aos trabalhadores, além de impermeabilizar o solo dificultando e decomposição de outros resíduos, pois as sacolas podem levar até 400 anos para se decomporem.
Muitas das sacolas provenientes das nossas compras são descartadas de maneiras incorretas, ficando espalhadas pelas ruas, entupindo bueiros e assim causando problemas de saúde pública. Além disso, essas sacolas descartadas no ambiente podem causar danos a diversos animais que acabam se alimentando por engano, ou se enrolando em sacolas que não fazem parte do ambiente natural.
Sabemos que o uso descontrolado de sacolas (provenientes de supermercados) pode estar associado a falta de valor agregado, pois levar um refri dois litros em uma ou duas sacolas não faz diferença ($$) para o consumidor, então ele leva para sua casa usa para armazenar o lixo, mas o excedente vai para descarte sem mesmo ser reutilizada!
Frente a estes apontamentos percebo que utilizamos as sacolas plásticas muito pouco, e para tudo que utilizamos, poderíamos substituí-las.
Sim! Existem alternativas!
Para as compras: utilizar sacolas retornáveis, a própria bolsa ou mochila; utilize caixas de papelão que o supermercado disponibiliza.
Para o lixo: utilize outras embalagens, como saco de verdura (que ainda não foi polemizado), saco de roupas, sacos de plástico reciclado; ou se quiser abolir o plástico de sua vida, reutilize papel jornal ou outros para fazer cartuchos de papel que terão a mesma função da sacola plástica.
Bem, finalizo convidando todos a ler e reler este e outros sites sobre o assunto, convido a rever sua postura e suas escolhas. Comece esta mudança reduzindo o uso, depois recusando, e por fim, dando o exemplo e ensinando.
Seja um cidadão de atitudes positivas, pois o meio ambiente é a tua casa!

Referência: Campanha Saco é um Saco, Ministério do meio Ambiente (MMA) http://www.sacoeumsaco.gov.br/

Seja critico, seja fiscal do meio ambiente!


Olá amigos... Estou repassando um e-mail que recebi do Instituto de Justiça Ambiental;  
Leiam, sejam críticos, sejam fiscais do meio ambiente. Grande abraço!


WALMART E CARREFOUR MANTÉM SILÊNCIO HÁ 111 DIAS SOBRE AS ESPÉCIES DE CAÇÃO VENDIDAS NOS SUPERMERCADOS EM PORTO ALEGRE

IJA solicitou aplicação de multa por litigância de má-fé e pelo descumprimento de ordem liminar

A ação judicial tramita a 111 dias na Justiça Federal de Porto Alegre, RS. Após a segunda audiência ocorrida dia 1º de agosto na Vara Federal Ambiental, o Instituto Justiça Ambiental (IJA) requereu por escrito à Juíza Federal Dr. Clarides Rahmeier a aplicação de multa por litigância de má-fé contra o Walmart. O IJA argumenta que a empresa está criando obstáculos infundados ao processo e conseqüentemente à elucidação dos fatos que são de interesse da sociedade, dos consumidores e da natureza.

“O Walmart está criando resistência injustificada ao andamento do processo, dificultando a produção de provas e isso configura ao nosso entender, pela lei, litigância de má-fé. De fato, escapa de nossa compreensão o motivo para tanto mistério diante de informações de tão fácil acesso. Ora, ou os supermercados informam as espécies de cação que vendem com origem regular e legal, ou admitem que vendem cações em risco de extinção ou sobreexplotados, constantes dos Anexos I e II da IN 05 do MMA. Não vislumbramos uma terceira hipótese de resposta. Nos parece uma informação simples de ser obtida mesmo por uma pequena peixaria, e ainda mais fácil deve ser por empresas líderes mundiais no setor de alimentos que desenvolvem sistemas rigorosos de qualidade, responsabilidade socioambiental e sustentabilidade”, pondera Cristiano Pacheco, do IJA.

Para o IJA o processo judicial não está avançando com a esperada objetividade. As informações solicitadas são de fácil aferição e de domínio exclusivo do setor de compras dos supermercados. Na primeira audiência ocorrida dia 20 de junho o Carrefour afirmou quase em tom de deboche que não poderia fornecer informações uma vez que “o jurídico da empresa estava mudando”. Na segunda audiência, por alguma razão ainda desconhecida e não justificada, o Carrefour e o Ministério Público Federal não compareceram.

Há um pedido liminar deferido desde o dia 20 de junho estipulando prazo para o Walmart e o Carrefour arrolarem a lista de fornecedores para responderem a ação como co-réus. A liminar vem sendo desrespeitada há mais de 60 dias e não estamos satisfeitos. Entendemos que o interesse da coletividade e a preservação do meio ambiente não devem ser colocados em risco em favor do interesse privado”, coloca Cristiano Pacheco, do IJA.

Diante do silêncio dos supermercados sobre seus fornecedores, o IJA investigou e arrolou os nomes do Frigorífico Calombé Indústria e Comércio Ltda e Leardini Pescados Ltda para integrar a ação na condição de co-réus, assim como arrolou os mesmo na segunda ação civil pública proposta contra os supermercados, Ibama/RS, Fepam, União, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SIPA) e Superintendência Federal de Agricultura do Estado do RS.

O pedido liminar desta segunda ação movida pelo IJA requer a imediata identificação das espécies de cação vendidas pelo Walmart e Carrefour, ou, em caso de impossibilidade, a imediata retirada dos produtos até que seja possível a identificação, sob pena de multa diária de R$ 200 mil.

“Levamos o caso para debate em diversos congressos internacionais, seminários e simpósios. As pessoas não conseguem entender a demora. Nosso pedido é simples e baseia-se unicamente no cumprimento do Código do Consumidor. Estamos incrédulos e tristes com a conduta do Walmart e Carrefour que são líderes mundiais no setor de alimentos. Não entendemos os motivos para a demora das informações. Continuaremos aguardando a decisão judicial sobre a aplicação de multa diária por descumprimento da liminar, assim como para a aplicação de multa por litigância de má-fé contra o Walmart. Queremos que as multas produzam efeito coercitivo e pedagógico, assim como mais agilidade ao processo que é de fácil solução. O grave problema da extinção dos tubarões precisa de uma solução urgente. Faremos tudo que for preciso para que o processo tenha uma tramitação normal e rápida, dentro do que determina a lei. Solicitamos a liminar contra os dois supermercados e depois o deferimento de efeito erga omnes para todo o RS”, completa Pacheco. 

Ações Civis Públicas nºs 5019317-04.2011.404.7100 e 5026579-05.2011.404.7100
Vara Federal Ambiental de Porto Alegre, RS

Faça sua parte! Ajude a cuidar da Natureza!